Factfulness – O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos

O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos

Nesses últimos dias iniciei a leitura do livro Factfulness, de Hans Rosling. Esse médico sueco ficou famoso por suas apresentações em eventos TED, falando não só da importância de saber como apresentar os dados, mas também da importância de realmente entendê-los, sob a pena de termos nosso conhecimento enviesado por algumas questões. São estas questões que aparecem detalhadas no livro.

 

O livro começa com uma série de questões para que o autor demonstre o quanto a maioria das pessoas – inclusive aquelas mais bem educadas – está mal informada acerca do mundo e da sociedade em que vivemos.

O autor questiona, a partir daí, a forma como as informações são apresentadas. Apresenta o conceito de instinto de separação, o qual “cria uma imagem na cabeça das pessoas com um mundo rachado em dois tipos de países ou dois tipos de pessoas: rico versus pobre.”

Apresenta uma proposta de separação de pessoas diferente, em 4 níveis de renda, conforme o gráfico adiante:

Essa forma de dividir permitiria entender melhor as nuances de como o mundo tem se desenvolvido. O desenvolvimento humano estaria atrelado justamente a passagem das pessoas de um grupo para outro – não no curto prazo, mas no decorrer dos anos, especialmente nas últimas 5 ou 6 décadas.

O autor menciona um estudo que realizou com pessoas de trinta países e territórios, para as quais foi feita a pergunta “Você acha que o mundo está melhorando, piorando ou ficando mais ou menos igual?”. A maior parte dos respondentes (em alguns países chegando até a mais de 70%) respondeu que o mundo está piorando.

E então o autor traz a proposta de “estatísticas como terapia”. Trazendo o exemplo da pobreza extrema, provocando o leitor a responder a pergunta adiante:

"Nos últimos vinte anos, a proporção da população mundial vivendo em extrema pobreza:
A) quase dobrou B) ficou mais ou menos igual C) caiu quase pela metade".

E então os dados surgem (gráfico abaixo) e mostram que o mundo de hoje está muito melhor que antigamente. Há, sim espaços para melhorar, mas são os dados que podem nos ajudar nas escolhas para fazer com que esse caminho seja ainda mais rápido.

Numa próxima oportunidade, conforme a leitura avançar, coloco mais informações resumidas sobre as ideias nessa obra, cuja leitura, se você quiser se orientar melhor no mundo de informações que recebemos todos os dias, já fica aqui recomendada.

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